terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O que fazer para exercitar o cérebro?

Diante da constatação de que os métodos de ginástica cerebral não chegam aos resultados que prometem, o que fazer? A solução é muito simples:o melhor estímulo para o cérebro é a escola. Isso porque para estimular o cérebro é preciso basicamente ter conhecimentos gerais.

Pesquisas mostram que os estudantes têm 6 mil palavras novas para aprender nos livros didáticos do 6o ano e até 24 mil no 9o ano do ensino fundamental. Os conteúdos relativos aos conhecimentos são, portanto, de longa duração e só podem ser realizados na escola, do início do ensino fundamental à universidade, por meio de disciplinas escolares. Se alguém quer, de fato, estimular o cérebro, a melhor forma é reler os livros da escola ou fazer lição de casa com os filhos.

Para os idosos ou aposentados, é importante parar de ficarem sentados vendo novela; é preciso diversificar as fontes de conhecimento e, pelo menos, assistir a documentários e programas culturais. Deve-se lembrar que a novidade é que estimula o cérebro. Assim, vale a pena ver os documentários sobre temas que podem ser considerados rebarbativos (astronomia e física), ou fazer lição com os netos. E pedir, é claro, que eles os iniciem nos videogames, pois as pesquisas em neuroimagem revelaram boas surpresas.

Revista Psicologia - Experimentos essenciais - Como exercitar seu cérebro. Ed Duetto 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Por que ocorrem os esquecimentos momentâneos?

Todos já passaram por isso. De repente, no meio da sala a pessoa pergunta:" O que vim fazer aqui?". É comum acontecer esta espécie de "buraco negro" da memória, também chamado de "branco". Quando vai até o quarto buscar um livro, o telefone toca ou algo o distrai, em um segundo a pessoa esquece o que estava fazendo. Isso não é preocupante nem um sinal precoce de mal de Alzheimer, é um mecanismo básico do funcionamento da memória.
O fenômeno do buraco negro se deve ao fato de que a memória funciona de acordo com dois grandes sistemas: a memória de curta duração, que integra informações variadas, porém durante pouco tempo (10 a 20 segundos), e o sistema das memórias especializadas, da icônica à semântica, que pode ser considerada como uma grande biblioteca, chamada memória de longa duração. Em uma analogia, a memória de longa duração é o disco rígido, enquanto a de curta duração é a RAM.
A memória de curta duração tem duas propriedades absolutamente determinantes em todas as atividades mentais: ela funciona por um tempo reduzido (cerca de 20 segundos) e tem uma capacidade limitada. Dessa forma, no adulto jovem, a lembrança imediata de uma lista de 15 palavras diferentes (barco, alemão, abelha, etc.) é de aproximadamente sete palavras.
Entretanto, 20 segundos depois a pessoa já esquece metade das palavras e a lembrança passa para apenas três, gerando a impressão de "buraco negro".
Em uma experiência, faz-se um ditado de 15 palavras conhecidas, mas sem relação entre si (barco, abelha, limão, eclusa, pombo, etc.). A lembrança imediata da lista é de cerca seis ou sete palavras. Porém, se os participantes forem distraídos durante 20 a 30 segundos, a capacidade de recordação, já não mais imediata, cairá pela metade (três ou quatro palavras). Os termos esquecidos geralmente são os do fim da lista, porque estavam somente na memória de curta duração.
Cópia do artigo publicado na revista: Especial Psicologia - Experimentos Essenciais Ed. Duetto, p.42